Tatuagem blackwork: conheça o estilo que está cada vez mais em alta

Não faz muito tempo, o youtuber PC Siqueira virou assunto por causa de sua nova tatuagem blackwork. A arte foi considerada ousada por alguns dos fãs, cobrindo quase totalmente seu braço direito com tinta preta.

Esse estilo de tatuagem blackwork, vem ganhando mais adeptos nos últimos tempos, principalmente fora do Brasil. O nome, para quem entende o mínimo de inglês, é autoexplicativo: trabalho em preto.

Ele é relativamente novo e traz influência de vários estilos. Continue a leitura para conhecer mais sobre o estilo que tende a ser cada vez mais procurado por aqui:

Quando surgiu a tatuagem blackwork?

É difícil precisar uma data, até porque o blackwork remete às origens da tatuagem. Antigamente, só existia a tinta preta — o primeiro ser humano encontrado com desenhos pelo corpo data de mais de 5300 anos!

Foi só com a chegada dos polinésios que esse cenário mudou, visto que foram eles que descobriram como fazer pigmentos diferentes.

Não por acaso, o blackwork também é chamado de neotribal. Ele surge com a popularização dos tribais e Maoris, fazendo com que tanto artistas quanto público procurassem variações.

Além dos estilos citados, também bebe das fontes do pontilhismo e geometria.

Afinal, como é o blackwork?

Ele pode variar de desenhos mais simples e pequenos, como três listras em preto sólido, até alguns bem intrincados, que se utilizam do espaço negativo como traço, por exemplo. Aliás, pode ser uma boa solução para cobrir tatuagens de que não gostamos tanto assim ou que foram mal feitas.

Podem ser utilizadas técnicas de sombreamento, fora o espaço negativo já comentado. O pontilhismo como sombreamento é escolhido em alguns casos e a geometria permite traços perfeitos e desenhos que se adequam à anatomia de cada cliente.

Apesar do nome e da proposta, a tinta branca entra em alguns desenhos para detalhar algum ponto ou mesmo fazer as vezes de traçado por cima da preta.

A única regra é não sair do preto (e branco, em alguns casos). Tendo isso em mente, é possível abusar da criatividade.

Quem faz?

Um dos maiores nomes lá fora é Chester Lee, tatuador que viralizou no Instagram com um de seus trabalhos e, inclusive, faz muito uso do blackout, que é quando temos a tinta preta sólida por partes grandes do corpo.

Mas separamos aqui três nomes brasileiros que fazem a tatuagem blackwork para você conhecer:

Fredão Oliveira

O mineiro Fredão tem um trabalho fantástico de blackwork, sabendo usar bem linhas e sombras em seus desenhos. Não é difícil encontrar elementos geométricos em meio a rostos, flores, animais e misticismo.

João Chavez

Outro mineiro, mas dessa vez trabalhando em São Paulo, João Chavez desenvolveu seu estilo inspirado no oriental e no tribal moderno, com figuras e formas geométricas sendo o forte de seu trabalho.

Frederico Rabelo

Sempre com trabalhos autorais, geralmente de grandes dimensões (costas, pernas, costelas), Frederico Rabelo voltou há pouco tempo de Londres, onde trabalhou no conceituado Sang Bleu. Suas obras têm traços medievais e taca-lhe tinta preta!

Existem dicas para quem quer começar?

Cores sólidas, principalmente em grandes dimensões, funcionam como água numa esponja — quanto mais tempo a esponja ficar na água, mais absorverá. O único problema dessa comparação é que a agulha da tatuagem pode danificar a pele se ficar num mesmo ponto por muito tempo.

Muitos trabalhos acabam tendo as bordas mais escuras que o preenchimento no centro. Você pode evitar isso fazendo o traçado mais fraco e, depois de preencher o centro, voltar e reforçar, aplicando o pigmento em pequenos círculos.

A tatuagem blackwork permite que muitas técnicas sejam utilizadas para sombrear e definir os desenhos. Para se aprofundar mais no assunto, entre em contato conosco para conhecer os cursos de aperfeiçoamento!

Recent Posts